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 Os três pilares da aprovação em Medicina

​ André Jardim Domingues, 34 anos, é formado em Farmácia-Bioquímica, pela USP, e trabalhou com Gerenciamento de Projetos durante 13 anos. Em busca de crescimento profissional, aceitou o desafio do vestibular de Medicina e trouxe para si, e para o Curso Positivo, o primeiro lugar geral na UFPR.


  1) Como tomou a decisão de disputar uma vaga para o curso de Medicina, após já ter se estabelecido em sua profissão?

 Trabalhei 13 anos na indústria com pesquisas clínicas para introdução de novos remédios no mercado. Minha rotina na empresa era burocrática, mas tive a oportunidade de trabalhar perto de médicos, pacientes e analisando prontuários. Foi quando percebi que ficaria feliz em me doar mais por outras pessoas.

Eu estava feliz na minha profissão, no meu emprego. De forma alguma fui um profissional frustrado, nunca me senti assim. Mas eu precisava crescer profissionalmente, foi uma decisão de vida.   

Então, em agosto de 2017 pedi demissão para me dedicar exclusivamente aos estudos.

 

  2) Levando em consideração que você já foi um universitário, como era a sua postura no cursinho durante aula e depois dela?

 Em 2017 estudei sozinho mas acabei não passando no vestibular, tudo bem. Fiquei estudando mais seis meses em casa e então fui para o Positivo fazer o Semiextensivo, porque tive ótimas referências e o número de aprovações é realmente incomparável. Então, minha esposa ficou em São Miguel do Iguaçu (PR), onde tem um trabalho estável, e eu passei a estudar absurdamente.

 Na sala de aula não perdia uma palavra do que o professor dizia, me concentrava ao máximo para não perder nada, sabia que faria falta depois, quando eu fosse resolver os exercícios. Era hora de ouvir   e de aproveitar cada segundo.

 Em casa, fazia um resumo e depois os exercícios. Estudava em todo momento.

 

  3) Como a sua primeira graduação contribuiu para a conquista do primeiro lugar geral na UFPR?

 Tive facilidade com química e biologia, realmente. Mas, como eu estava há algum tempo sem estudar, tive que relembrar algumas coisas, mercado de trabalho e faculdade são um pouco diferentes na   prática.

 A maior dificuldade foi em História, Português e Redação, há anos não escrevia um texto! Então, como estratégia, decidi focar mais nessas matérias.

 Eu acho que a Redação foi o que me levou ao primeiro lugar. Mas acredito que existem três pilares que sustentam uma aprovação em Medicina: o primeiro é o conhecimento que precisamos ter para   cumprir as exigências da prova. O segundo é determinação, saber realmente o que está buscando e se dedicar para isso. O terceiro, é a estratégia que você usa para otimizar o tempo, conhecer as   características da prova. Mas claro, cada um faz a sua estratégia. O que funcionou para mim pode ser diferente para os outros.

 

  4) Durante a sua preparação, como você avaliava o seu desenvolvimento?

 Os simulados são importantes. Eu encarava o dia do simulado como se fosse o dia da prova, de verdade. Me preparava com a mochila que iria usar, com o estojo, alimentação, horários, etc. Meu objetivo   era passar na UFPR e ter esse foco me ajudou a conquistar o primeiro lugar, eu só treinava para isso. 

 

  5) Você disse que se preparou somente para a UFPR. Como a sua estratégia foi definida?

 Uma coisa muito importante que tive no Curso Positivo, foram as orientações de estudo com os professores Cordeiro e Mateos. Aproveito a oportunidade para agradecer e dizer que essa dedicação vai   além da sala de aula, fazem muito mais do que isso por nós. Para mim, foi incrível.

 Outra coisa importante, é o motivo pelo qual escolhi a UFPR de Toledo, e não foi pela nota de corte! Por ser uma universidade praticamente nova no estado, há ainda muita oportunidade de crescimento   e, como trabalhei com gerenciamento de projetos, tenho a ideia de entrar como aluno e ser um grande aliado da instituição para crescermos juntos.  Outro motivo é a proximidade com a minha cidade,   Toledo fica a apenas 1h30 de distância e talvez não precise me mudar.  

 

  6) Você tem ainda expectativas para mais resultados este ano?

 Na verdade, não. Me preparei para a UFPR. Mas aguardo o ENEM e o resultado da UEM, mas expectativas reais de mais uma aprovação não tenho. Eu sabia que tinha tirado uma boa nota na UFPR,   mas não que ficaria em 1° lugar geral.


  7) Agora que você já pode planejar o seu futuro na Medicina, em qual área você pretende atuar?

 Ainda não faço ideia! Deixa para depois.

 

 8) O que você diria para quem está pensando em dar uma guinada em sua vida profissional e acaba colocando barreiras como idade, tempo, falta de base escolar e tudo mais?

 Olha, ninguém pode dizer se você é jovem demais ou velho demais para fazer alguma coisa. Não tive medo de largar meu emprego, voltar para o cursinho e, agora, voltar para o primeiro ano de faculdade!

 Eu nunca havia feito o ENEM e me surpreendi com a quantidade de adultos fazendo a prova. O acesso à educação melhorou muito nos últimos anos e as pessoas estão vendo que têm chance de buscar   uma graduação, de melhorar as suas oportunidades no mercado de trabalho.

 Depois do resultado ter virado notícia, muitas pessoas vieram falar comigo sobre isso. Eu acho que não há barreiras quando temos determinação, dedicação e uma estratégia que nos leve ao nosso   objetivo maior.

  Fiquei feliz com meu resultado justamente por causa disso, com 34 anos, ser o primeiro colocado na UFPR.