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 Dos campos de futebol para o cursinho

Aprovado em Medicina, Akira Hirota já pode lembrar do seu primeiro ano de cursinho, quando chegou a pensar em desistir. Mas sua história não começa aqui, ele percorreu um longo caminho antes de pensar em voltar a estudar.

A carreira como jogador de futebol começou cedo em sua vida e, na mesma época em que estava entrando para a liga profissional, conseguiu conciliar os treinos com um semestre de Engenharia Civil, na Universidade Estadual do Mato Grosso. Mas a rotina era puxada e ele optou somente pelo futebol. Sua escolha o levou a jogar em várias cidades do Brasil, na Suécia e na Letônia, quando duas fraturas no pé o afastaram dos campos.  

A ‘aposentadoria’ repentina, o irmão médico e a proximidade com as equipes médicas no esporte, fizeram Akira encarar a preparação para o vestibular de Medicina: “foi o segundo desafio lançado na minha vida. O primeiro, aos 14 anos, ir para o mundo, deixar a tranquilidade de casa e jogar bola e, depois, aos 22 anos, um novo desafio, ter que voltar a estudar”, conta.

Em 2015, seu primeiro ano de cursinho, e de semiextensivo, o levou a acreditar que precisaria de mais dois anos e meio para entrar na universidade. Consciente de que precisaria se dedicar, ele conta como mudou de atitude perante aos estudos, e para isso, segundo ele, é preciso ter humildade: “ fiquei quatro anos sem pegar um livro se quer. Eu sempre falo para os meus amigos que cheguei aqui praticamente ‘analfabeto’, eu só sabia ler. Muitas coisas passavam batidas e eu não conseguia acompanhar, pensei em não continuar com o cursinho, mas decidi que iria sentar e estudar muito”.

Antes de aprender o conteúdo das aulas, Akira precisou aprender a estudar.  Foi buscando conselhos com professores e colegas que já passaram pelo vestibular, que ele encontrou seu próprio método, que mudava a cada ano: “No Semiextensivo optei por ler a matéria antes da aula, já que eu não sabia nada, pelo menos tinha uma noção do que ia acontecer, o professor explicava e eu assimilava um pouco melhor. No extensivo, com uma visão geral da matéria, eu me forçava a prestar atenção na aula e não lia o conteúdo antes, preferia manter o foco na explicação do professor. No segundo ano do mesmo curso já não lia mais a matéria, prestava atenção na aula e fazia os exercícios. Não sou de fazer resumos, para mim não dá certo”. Mesmo estando no colégio das sete da manhã às sete da noite, ele conta que nunca deixou de fazer exercícios físicos e que mantinha um horário regular para a atividade após as aulas da manhã.        

Os simulados passaram a ter mais importância para ele quando seu nível de conhecimento já estava mais alto. Foi quando os acertos não tinham mais relevância para o seu aprendizado, o que importava eram os erros: “nunca me preocupei com a minha colocação no simulado, sempre com a prova, com os meus erros e com aquelas questões que eu tinha ‘chutado’, para aprender com elas”. Atitude que ele traz do esporte e compara o dia de treino com o dia de jogo, para ele, não adiantaria ir bem no simulado e no dia do vestibular ‘tremer na base’ e deixar a ansiedade atrapalhar seu desempenho.  

Akira é um dos milhares de alunos do Curso Positivo que conseguiu superar as próprias expectativas e a evoluir muito em cada etapa do processo de preparação. Ele atribui seu rendimento a equipe de professores, a organização do material didático e a estrutura que permite a vivência dos estudos: “eles pegaram uma pessoa que praticamente não sabia nada e em dois anos fez ela ser aprovada. 50% é dedicação do aluno, acreditar nele mesmo e estudar”. Sua dedicação foi recompensada com a aprovação na Universidade Positivo e hoje ele se prepara para a UFPR. Para quem ainda está pensando em encarar o desafio do vestibular, nosso amigo recomenda organização e consciência daquilo que não sabe, além disso paciência e dedicação são fundamentais para vencer.

Para o futuro, espera duas coisas da Medicina: “ajudar quem precisa e voltar para o esporte do qual fui obrigado a me afastar por conta das fraturas”. Sobre a série de desafios pelos quais passou e os que ainda o esperam, cita a história, onde Davi enfrenta o gigante Golias e a compara com o dia-a-dia de todos que tem um objetivo a lutar: “tudo é possível”.

A integração dentro do curso aconteceu rapidamente e Akira ficou conhecido nas redes sociais pelas postagens criativas, ganhou visibilidade através do grupo Positivo 2017, onde brinca com fotos e vídeos dos professores e com a rotina do vestibulando. Ele está presente nas atividades recreativas da chácara, nos jogos de futebol, no grupo “Intervalo Vida”, é um dos mediadores e divulgadores do WhatsApp da turma M8 e uma referência entre os alunos. Para ele, esse reconhecimento é fruto de um relacionamento saudável e respeitoso que sempre manteve com a equipe: “a afinidade que tenho com os professores nunca diminuiu o reconhecimento da autoridade que eles representam”, finaliza.

Todos os anos perde-se colegas mas ganha-se amigos, e é assim que todos do Curso Positivo irão lembrar de Akira Hirota, como um exemplo de quem conseguiu algo que parecia ser impossível, acreditou em si e fez do cursinho mais uma boa fase de sua vida.